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Decidir certo, mas tarde: o erro que quebrou grandes marcas

Blockbuster, Nokia e Xerox tinham tecnologia e mercado, mas a gestão trava a decisão certa na hora certa e por isso perderam espaço.

Time PWR Consultoria PWR Gestão
4 min de leitura
Sala de reunião corporativa com executivos discutindo decisões, em tons de azul e laranja

Você olha pro resultado de hoje e ele ainda fecha a conta. O caixa entra, o cliente compra, o time entrega do jeito que sempre entregou. Por isso você adia a decisão que sabe, lá no fundo, que precisa tomar.

Esse conforto quebrou empresas muito maiores que a sua. Não foi falta de dinheiro, nem falta de tecnologia. Foi a gestão que travou a decisão certa na hora certa, porque o resultado de ontem ainda parecia bom demais pra arriscar.

O erro que a Blockbuster, a Nokia e a Xerox cometeram

Três casos mostram o mesmo padrão, em setores diferentes, em décadas diferentes.

  • A Blockbuster teve a chance de comprar a Netflix por 50 milhões de dólares e recusou rindo da proposta.
  • A Nokia dominava 4 de cada 10 celulares vendidos no planeta e ignorou a tela touch quando ela já estava óbvia no mercado.
  • A Xerox inventou o mouse e a interface gráfica que você usa até hoje, mas foi a Apple que transformou isso em produto.

Nenhuma das três tinha problema de caixa, de gente ou de acesso ao mercado. Tinha tecnologia, tinha vantagem, tinha dinheiro sobrando. Faltou quem decidisse mudar o que já dava lucro enquanto ainda dava tempo.

Repara que o tamanho não protegeu nenhuma delas. Pelo contrário: quanto maior a empresa, maior o custo de admitir que o modelo que funcionou por anos parou de funcionar. Isso vale pra multinacional e vale pra empresa de 30 funcionários em Fortaleza.

Por que a inovação nunca é o vilão

Gestão travada, não falta de ideia, é o que derruba empresa boa. Na empresa pequena e média isso aparece todo santo dia, só que em versão menor e sem manchete de jornal.

É o sistema velho que ninguém troca porque já ninguém lembra como era antes dele. É o vendedor que não bate meta há três meses, mas continua na carteira porque demitir dá trabalho. É o produto que ocupa tempo de todo mundo na operação, mas ninguém tem coragem de descontinuar porque ele ainda vende alguma coisa.

Você não decide devagar porque é incompetente. Decide devagar porque o resultado de hoje ainda paga as contas, e trocar o que paga as contas por algo incerto assusta qualquer dono de empresa. Só que esperar a certeza total é decidir tarde por definição: quando a certeza chegar, o mercado já andou sem você.

O sinal que a maioria só vê tarde demais

Você não vai receber um aviso claro de que é hora de mudar. O mercado não manda carta. O sinal chega disfarçado de detalhe: o cliente que antes fechava rápido agora pede mais desconto, o funcionário bom que antes ficava agora sai em dois anos, o produto que antes vendia sozinho agora precisa de empurrão pra girar.

Guarda esse critério: quando alcançar o mesmo resultado passa a exigir mais esforço do que exigia há um ano, isso já é o sinal. Não espere o resultado cair pra reagir. Quando o número cai, você já perdeu a vantagem de decidir com calma e passa a decidir sob pressão, que é sempre pior.

Repare também no concorrente que era menor que você há dois anos e hoje cresce mais rápido. Ele não tem mais dinheiro nem mais gente. Tem só a vantagem de ter decidido primeiro.

O preço de decidir certo, mas tarde

Aqui está o ponto que dói: decidir certo não basta se você decidir tarde. Quem decide rápido erra mais vezes, mas corrige rápido também, e no fim do ano está na frente de quem passou seis meses estudando a decisão perfeita.

Isso não quer dizer decidir no impulso. Quer dizer ter prazo pra decisão. Se um problema já está mapeado, se você já sabe qual é o caminho e só está adiando porque mudar dá trabalho, marque uma data no calendário. Depois dessa data, decide com a informação que tem, não com a informação que gostaria de ter.

Três perguntas para saber se a sua gestão está travada

  • Quando foi a última vez que você encerrou um produto, um processo ou um contrato que ainda dava lucro, mas não tinha futuro?
  • Quem na sua empresa pode te dizer que algo que funciona precisa mudar, sem medo de ouvir não?
  • Quanto tempo passa entre você perceber um problema e decidir o que fazer com ele?

Se você levou mais de um minuto pra responder qualquer uma dessas três perguntas, sua empresa provavelmente está competindo no ritmo da Blockbuster, não no ritmo da Netflix.

A decisão sobre o que muda na sua empresa é sua, ninguém vai tomar por você. Mas dá pra ter ao lado quem já viu esse filme se repetir em centenas de empresas e sabe separar o sinal do ruído antes que ele vire prejuízo. Fala com a PWR Gestão e traz pra mesa a decisão que você está adiando.

Esse problema está na sua empresa?

Um consultor da PWR faz o diagnóstico do seu negócio, abre os números com você e aponta o que precisa mudar primeiro.

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